quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Estudo revela que ser otimista ajuda a viver mais




Ver o lado bom das coisas é uma das melhores formas de lidar com os momentos difíceis e as adversidades que aparecem no dia a dia. E uma pesquisa recente da Universidade de Harvard comprovou que ser otimista é tão benéfico que, até mesmo, ajuda a viver mais.

Por que ser otimista faz bem

O estudo, que foi publicado no American Journal of Epidemiology, contou com 70 mil mulheres inscritas no Nurses 'Health Study, um monitoramento da saúde das mulheres por meio de investigações a cada dois anos. Os dados analisados foram de 2004 a 2012.

Os pesquisadores estudaram os níveis de otimismo das voluntárias e outros fatores, como etnia, pressão alta, alimentação e atividades físicas. Esses pontos são considerados como determinantes para como o otimismo afeta o risco de mortalidade.

O que foi identificado é que as mulheres otimistas, durante um período de oito anos, apresentaram quase 30% menos chances de morrer, por qualquer uma das doenças analisadas, ao serem comparadas com as menos otimistas.

A pesquisa revelou ainda que as otimistas apresentavam 16% menos riscos de morrer de câncer, 38% menos chances de morrer em decorrência de doenças cardíacas, 39% menos probabilidade de morrer por acidente vascular cerebral, 38% menos chances de morrer por doenças respiratórias e riscos 52% menores de morrer por alguma infecção.

Em 2012, cientistas da Harvard já haviam feito estudos que comprovaram que pessoas otimistas têm menos risco de sofrerem doenças cardíacas e derrames.

Como ser otimista?

A psicóloga Maura Albano explica que a psicologia cognitiva e comportamental trabalha com o foco no pensamento. “A pessoa identifica como é o seu padrão de pensamento e se possui o que chamamos de distorções cognitivas, que são os pensamentos distorcidos, exagerados. Um dos tipos é a catrastoficação, que é quando a pessoa pega um fato e o aumenta, pensando que vai acontecer o pior em relação a ele e foca nisso”, esclarece.

Segundo a psicóloga, geralmente, a pessoa pessimista faz visualizações mentais e imagina coisas, o que pode provocar tristeza, ansiedade e pessimismo. “Para ser otimista, é preciso fazer o caminho contrário disso. Visualizar coisas positivas, ter planos, metas, colocar tarefas a se realizar e se sentir bem consigo mesma”, recomenda. No entanto, a especialista reforça que é importante não apenas fazer coisas, mas principalmente focar na manipulação mental. “E isso começa logo ao acordar, procurando visualizar como será o seu dia, sempre positivo, com coisas boas acontecendo”, finaliza.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Insônia pode ser causa (e não sintoma) da depressão


Quem tem dificuldade para dormir à noite pode estar em maior risco de desenvolver depressão e ansiedade. De acordo com um novo estudo publicado no periódico científico The Lancet Psychiatry, a insônia, que antes era vista como sintoma, pode ser, na verdade, a causa dessas doenças.

O estudo

No estudo, cerca de 3.890 pessoas que enfrentavam problemas para dormir foram divididas em dois grupos. O primeiro, depois de passar pela terapia cognitivo-comportamental, que visa reduzir fatores comportamentais que levam à insônia, apresentou 20% menos risco de sofrer de ansiedade e depressão, além de noites de sono 50% melhores, em relação ao outro grupo que não recebeu nenhum tipo de tratamento.

Como estratégia da terapia, os participantes foram aconselhados a manter diários, para registrar a progressão do sono ao acordar, ouvir fitas de relaxamento e não utilizar a cama para outras tarefas além de dormir, por exemplo.

Causa, não sintoma

“Os problemas de sono são muito comuns em pessoas com distúrbios mentais, mas por muito tempo a insônia foi banalizada como um simples sintoma. Esse estudo transforma essa velha ideia, mostrando que a insônia pode contribuir para o surgimento de problemas da saúde mental”, disse Daniel Freeman, principal autor do estudo, em nota.

Toda noite, uma em cada três pessoas enfrenta problemas para dormir. Acredita-se que a falta de sono prejudique a saúde mental porque não permite que o cérebro processe as novas memórias adquiridas e organize as mais antigas – o que pode colocar a pessoa em um ciclo vicioso de pensamentos negativos e repetitivos. “Nosso estudo fornece evidências de que o sono é um fator importante na compreensão dos problemas de saúde mental”, ressaltou Freeman.

"Uma boa noite de sono realmente pode fazer a diferença na saúde psicológica das pessoas. Ajudar as pessoas a dormir melhor pode ser um primeiro passo importante para enfrentar muitos problemas psicológicos e emocionais", concluiu o pesquisador.


Dormir pouco x relacionamentos

Outro estudo, realizado pela Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que casais que dormem pouco brigam mais. Após analisarem 43 casais, que estavam juntos entre três e 27 anos, e seus padrões de sono, os pesquisadores concluíram que os casais que eram mais propensos a ser hostis durante uma discussão, tinham um padrão de menos de sete horas de sono.

Isso não significa que aqueles que dormiam mais de sete horas por noite não discutam, mas o tom do conflito era diferente. “Quando as pessoas dormem menos, é um pouco como se elas olhassem o mundo através de lentes escuras. Seu humor piora. Elas ficam mais carrancudas. A falta de sono prejudica a relação.”, explicou Janice Kiecolt-Glaser, diretora de Pesquisa de Medicina Comportamental do Instituto Estadual de Ohio e líder do estudo, ao jornal americano The New York Times.

A pesquisa revelou ainda que, além de propiciar conflitos no relacionamento, a falta de sono prejudica a saúde ao aumentar os níveis de proteínas inflamatórias no sangue após as brigas.

Por outro lado, os cientistas concluíram também que quando um dos parceiros da relação descansou mais, foi possível atenuar o efeito negativo da privação do sono no outro. Quando pelo menos um dos cônjuges estava descansado, havia menos probabilidade de se envolver em conversas hostis do que quando ambos haviam sido privados de sono.



Fonte: Veja

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

5 passos para superar um trauma emocional


Quando você se corta, faz um curativo. Se está com dor de cabeça, toma um analgésico. Rinite? Um antialérgico deve resolver. Agora, e quando é preciso enfrentar algum trauma emocional, como agir?

Apesar de não existir um remedinho específico para essa situação, algumas dicas podem ajudar você a tomar conta das questões emocionais de uma maneira melhor. Isso é o que alguns especialistas chamam de psychological first aid, ou primeiros socorros psicológicos, traduzindo para o português. Veja a seguir cinco passos que compõem essa técnica.

Primeiros socorros para trauma emocional

1. Compreensão dos problemas

No processo de cura, o primeiro passo é o mais importante, uma vez que é essencial para a compreensão de uma verdadeira mudança. É preciso entender que há feridas mentais, adquiridas no passado, que normalmente ficam no seu inconsciente.

Esses traumas, ao contrário dos problemas físicos, não cicatrizam e, volta e meia, voltam à tona. O ponto é que, ao compreender isso, já é um início para saber como se comportar daqui para frente.

2. Assunção de responsabilidades

No entanto, de nada adianta estar ciente dos problemas se você os transfere para outra pessoa. Por exemplo, seguidamente atribui-se a raiva a um terceiro ou a uma determinada situação. Dessa forma, rejeitam-se a responsabilidade e a culpa. Tenta-se encontrar um bode expiatório para validar o comportamento como aceitável.

Para alcançar uma verdadeira mudança, é preciso aceitar e perceber que a tristeza, a infelicidade, a inveja ou a raiva estabelecem relação com suas atitudes. Ou seja, são quase sempre as consequências de algum ferimento interno. Deve-se, portanto, parar de encontrar desculpas para o seu comportamento o tempo todo e estar ciente de que esses são produtos seus.

3. Experiências e empatias

Para curar um trauma emocional, deve-se também ficar alerta para reconhecer os padrões de comportamento que estão enraizados na ferida interna. Por isso, é preciso concentrar-se na própria emoção específica.

Por exemplo: se sente-se raiva, deve-se experimentá-la ao máximo. Deixe completamente a emoção tomar conta e a vivencie. Veja como ela funciona.

4. Retorno à dor

Uma vez experimentada a tristeza, a infelicidade, a inveja ou a raiva ao máximo, tente voltar ao passado e encontrar a raiz desses sentimentos. Assim, detecte a ferida interna original que alimenta essa emoção particular.

5. Recuperação

Por fim, fique em estado de alerta sem fazer julgamentos. Ao observar, reconheça os padrões condicionados da mente. É chegada a hora de se encerrar o passado e abrir caminhos para novos rumos. Desse modo, lentamente. a qualidade irá voltar para a sua vida.

Como lidar com as reações pós-traumáticas

Se, mesmo assim, o trauma emocional não for resolvido, qual é a hora certa de procurar ajuda? Segundo estudo publicado na Revista "Trends in Psychology/Temas em Psicologia", periódico trimestral da Sociedade Brasileira de Psicologia, o ideal é buscar aconselhamento profissional após 48 horas do episódio aflitivo.

Se após esse período, os sintomas persistirem, uma avaliação clínica das reações pós-traumáticas deverá ser feita para investigar se há diagnóstico de TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático). Diagnosticada a doença, a avaliação clínica continua durante o processo terapêutico, a fim de monitorar o progresso do tratamento e coletar informações adicionais.



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Instagram é a pior rede para a saúde mental dos adolescentes


As redes sociais mais populares são fonte de inumeráveis benefícios e vantagens para seus usuários, mas também geram efeitos colaterais pouco saudáveis. Um novo estudo, realizado entre jovens britânicos, aborda um problema muito particular: o bem-estar e a saúde mental dos usuários de tais serviços. Segundo esse trabalho, o Instagram poderia acabar sendo a rede social mais nociva entre os adolescentes, por seu impacto na saúde psicológica dessa faixa etária mais vulnerável. Atrás dele, embora também com notas negativas, estariam Snapchat, Facebook e Twitter. A única rede avaliada positivamente é o YouTube, o portal de vídeos da gigante Alphabet.

“Os jovens que passam mais de duas horas por dia em redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram estão mais propensos a sofrerem problemas de saúde mental, sobretudo angústia e sintomas de ansiedade e depressão”, diz o estudo, realizado pela Real Sociedade de Saúde Pública do Reino Unido e pela Universidade de Cambridge. Para analisar o possível impacto sobre a juventude britânica, os especialistas estudaram as atitudes de 1.500 indivíduos de 14 a 24 anos nessas redes.

Foram levados em conta 14 fatores, tanto positivos como negativos, nos quais as redes sociais poderiam impactar a vida dessa faixa etária, na qual a personalidade ainda está em formação. O Instagram foi reprovado em sete desses aspectos, pois os jovens reconheciam que esse aplicativo de compartilhamento de fotos afeta muito negativamente a sua autoestima (imagem corporal), as horas de sono (algo associado a vários transtornos decorrentes de dormir pouco) e seu medo de ser excluído de eventos sociais (conhecido pela sigla inglesa FoMO). Além disso, consideram que o Instagram estimula o assédio digital, gera ansiedade e, em menor medida, sintomas depressivos e sensação de solidão.

“O Instagram leva facilmente meninas e mulheres a sentirem que se seus corpos não são suficientemente bons, enquanto as pessoas adicionam filtros e editam suas imagens para que pareçam perfeitas”, afirma um dos jovens estudados. “O assédio digital anônimo sobre temas pessoais através do Twitter me levou a me autolesionar e a ter medo de ir à escola. O assédio no Instagram me levou a tentar suicídio e também a me lesionar. As duas redes me fizeram experimentar episódios depressivos e ansiedade”, relata um menor de 16 anos que participou do estudo.

O Snapchat obtém notas quase tão negativas quanto o Instagram, embora seja mais prejudicial para as horas de sono e para a ansiedade social decorrente da exclusão de eventos sociais. No ranking negativo segue-se o Facebook, que é a rede mais propícia ao assédio, segundo o estudo. O Twitter melhora levemente as notas das redes anteriores e quase compensa seus efeitos negativos com suas contribuições positivas. O YouTube, finalmente, obtém a aprovação, porque seus efeitos tóxicos são mais escassos, conforme a pesquisa, salvo no caso das horas de sono – esse portal de vídeos é o que menos deixa os jovens dormirem.

Nem tudo é ruim nessas redes: seus aspectos mais positivos foram a capacidade de conscientização (sobretudo no YouTube), de expressão e busca de uma identidade própria (Instagram) e de criar comunidades e encontrar apoio emocional (Facebook).

“Ser adolescente já é suficientemente difícil, mas as pressões que os jovens enfrentam on-line são sem dúvida exclusivas desta geração digital. É de vital importância intervirmos impondo medidas preventivas", dizem as autoras do estudo. O relatório propõe algumas dessas medidas, como que os usuários recebam uma notificação do próprio aplicativo avisando sobre o excesso de uso, que a rede alerte quando uma foto for manipulada ou que sejam feitas campanhas de informação sobre esses riscos no âmbito escolar.


Fonte: EL País

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Comportamento infantil é reflexo do ambiente familiar


Garantir uma boa educação para os filhos não é tarefa simples. Até que eles cresçam e sejam independentes, é fundamental que tenham o apoio da família. Porém, nesse caminho, há alguns deslizes. E o comportamento infantil é resultado do ambiente em que a criança vive.

Há diversos tipos de família, mas o essencial para uma criação tranquila dos filhos é a boa relação de quem convive com as crianças. Quanto melhor a interação familiar, menos estressante é a relação entre pais e filhos. Conheça algumas dicas de como tornar o convívio no lar o melhor possível.

Lares desestruturados prejudicam na educação

Discussões, brigas e problemas dos pais fazem com que os filhos recebam menos atenção. Quanto mais as crianças percebem um clima conjugal negativo, menor o índice de habilidades sociais fora de casa.

Apesar de ataques de fúria e mau humor serem comuns em crianças, principalmente entre os 15 e os 18 meses de vida, os pais devem se preocupar quando esses episódios ocorrem mais de cinco vezes por dia, o que torna difícil de acalmá-los.

Ataques de raiva frequentes, assim como manifestações auto-destrutivas, merecem atenção profissional. Eles podem ser indício de problemas psiquiátricos e de comportamento, como depressão e propensão para violência, que podem ser causados pelo comportamento dos pais.

Estudos apontam também que adultos autoritários e menos flexíveis tendem a estimular a agressividade no comportamento infantil.

Desde 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) integrou a Educação Infantil como parte da Educação Básica, junto com o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Dessa forma, a a educação na infância passou a ser a primeira etapa de um desenvolvimento integral.

As instituições de ensino infantil são responsáveis no auxílio do desenvolvimento dos aspectos físico, psicológico, intelectual e social das crianças. Elas complementam a ação da família e da comunidade na criação das pessoas, mas esse papel começa em casa. 

Atitudes que melhoram o comportamento infantil

Crianças sentem tensões, segredos e mal-estar. Como elas não sabem as causas, podem achar que são culpadas pelos desentendimentos dos pais. Por isso, é importante usar a sinceridade em situações delicadas e manter a calma, apesar do desentendimento.

Se os seus filhos presenciaram uma briga séria, é preciso que eles vejam a resolução da situação. Assim, aprenderão que conflitos são normais e que podem ser resolvidos com comunicação.

Caso você tenha saído do sério, explique que a falta de controle foi um erro, em um momento de nervosismo, e peça desculpas se o assustou. Crianças cujos pais têm uma relação harmônica têm melhores relacionamentos com os amigos e na escola.

Já quando o comportamento infantil é baseado nas birras e manhas comuns da idade, algumas dicas podem ajudar:

- Defina regras e limites

- Alerte sobre as consequências de más atitudes

- Imponha respeito, mas sem usar violência

- Mantenha o seu autocontrole

- Demonstre o afeto pelo seu companheiro

- Reveja suas atitudes e seja firme nas decisões

- Crie uma premiação para as boas atitudes da criança

- Participe ativamente da vida da criança

- Faça elogios quando achar necessário, sem exageros.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Você sabe o que é transtorno de pânico?


Recentemente, o padre Fábio de Melo fez um desabafo eu seu perfil no Instagram a respeito de seu diagnóstico de síndrome do pânico. Entre os sintomas relatados por ele, estavam “sensação de morte, tristeza profunda e medo de tudo”. O distúrbio, cuja nomenclatura oficial na psiquiatria é transtorno de pânico, é caracterizado por ataques de pânico inesperados e recorrentes e pela preocupação excessiva com as próximas crises.


Ataques de pânico x transtorno de pânico


No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V, na sigla em inglês), considerado a bíblia da psiquiatria, ambos os problemas – ataque de pânico e transtorno de pânico – estão incluídos na categoria de transtornos de ansiedade ao lado de fobias, transtorno obsessivo compulsivo (Toc), stress pós-traumático, transtorno de ansiedade generalizado, entre outros.

Ataques de pânico são episódios abruptos de sensação de medo, apreensão, desconforto intenso ou terror que atinge seu pico em poucos minutos e podem ser motivados ou não. Esses eventos vêm acompanhados de sintomas físicos como falta de ar, palpitações, dor ou desconforto no peito, sensação de sufocamento, vertigem ou desmaio, tontura, estranheza, calafrios ou onda de calor, formigamento, náusea ou desconforto abdominal e medo de enlouquecer ou de perder o controle. Em geral, duram cerca de 20 minutos, embora a sensação de desconforto possa permanecer por mais tempo.

Já o transtorno de pânico é diagnosticada quando esses ataques são recorrentes e imotivados. Ele pode vir acompanhado de outras condições, como a agorafobia, quando a pessoa passa a evitar situações ou locais que possam estar associados a novas crises.

Prevalência

Pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum em adultos jovens, entre os 20 e 30 anos de idade. “Uma história bem típica que ouvimos dos pacientes é ‘estava na faculdade e tive uma crise’ ou ‘estava na praia com os colegas e aconteceu'”, diz Sergio Cabral, psiquiatra do Programa de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria (Ipq) da USP em São Paulo.

Assim como os problemas de ansiedade em geral, o transtorno é mais comum em mulheres do que em homens. De acordo com um estudo epidemiológico brasileiro, a chance de uma mulher ter transtorno de pânico ao longo da vida (prevalência para a vida) é de 2,3. Enquanto nos homens é de apenas 1,7.

Causas e tratamento

Não há uma causa específica, mas entre os fatores de risco estão a hereditariedade – quem tem um parente de primeiro grau com o transtorno tem um risco de quatro a oito vezes maior – e ambientar, como o uso de drogas. O transtorno também está associado a um risco aumentado de suicídio e depressão.

O tratamento é medicamentoso, com a administração de inibidores da recaptura da serotonina, e psicoterápico, com sessões de terapia cognitivo comportamental. “Em casos menos graves, só a terapia cognitivo comportamento pode resolver”, afirma Cabral. 

Mas nos mais graves, é preciso entrar com a medicação. A resposta do tratamento não é imediata. O remédio geralmente demora para fazer efeito e é preciso ajudar a dose. Mesmo quando a pessoa fica bem, o tratamento não é cessado imediatamente, mas a resposta é muito mais rápida e o risco de recaída muito menor quando é acompanhado pela psicoterapia.

O especialista ressalta a importância de uma avaliação médica para diagnóstico, já que o transtorno é comumente confundido com outros problemas de saúde. “Normalmente, quando procuram um psiquiatra, os pacientes já fizeram exame de tudo. É comum eles procurarem um pronto socorro achando que estão morrendo ou tendo um infarto. Uma vez que causas físicas são descartadas e se essas crises forem repetitivas, é importante procurar um profissional, pois a causa pode ser mental,”, finaliza.




Fonte: Veja.com