quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Inscrições abertas para a segunda turma do curso. Saiba mais!

Grupo terapêutico do Feminino:
Mulheres e suas relações de dependência e co-dependência

- A pequena menina 
- A criança interna 
- Padrões e Legado familiar: crenças e descrenças amorosas
- Dependência e Co-dependência
- As muitas formas de dependência 
- Sintomas de Dependência de amor 
- Co-dependência: Que "bicho é esse?" 
- Ciúmes
- Mulher tradicional e atual 
- A Dependência emocional e o fracasso financeiro 
- Auto-sabotagem 
- "Tecendo" a própria história 
- A Mulher
-O Feminino 
 - Vivências



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Pesquisa examina a dor além dos sentidos

Cientistas criam modelo cerebral para quantificar interpretação da sensação de desconforto



A dor é um sinal de danos reais ou potenciais ao corpo, então é natural imaginá-la como uma sensação localizada, do tipo: a dor no joelho atinge o joelho, a dor nas costas atinge as contas etc. Mas pesquisas já demonstraram que a dor é, na verdade, uma experiência construída no cérebro. Um joelho não “sente” nada. No lugar disso, ele enviar mensagens para o cérebro. Assim, embora as informações passadas pelo corpo sejam importantes, a experiência de dor de uma pessoa também depende da interpretação que seu cérebro dá àquele sinal.
Os cientistas estão apenas começando a entender como funcionam estes complexos processos cerebrais e, em mais um promissor avanço nesta área, pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, desenvolveram um modelo baseado em exames de ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla em inglês) para identificar padrões de atividade cerebral relacionados a uma variada gama de experiências de dor mesmo quando as informações passadas pelo corpo são constantes.

- A dor é mais que uma resposta passiva a estímulos – defende Choong-Wan Woo, principal autor do estudo, publicado nesta terça-feira no periódico científico “Nature Communications”, e que era pesquisador do Instituto de Ciências Cognitivas da universidade americana quando ele foi realizado. - O cérebro contribui ativamente para a sensação de dor, construindo-a por meio de vários sistemas neurais. Assim, queríamos construir um modelo do cérebro que previsse a dor usando variáveis além do estímulo doloroso.

Na pesquisa, os cientistas primeiro agregaram dados de seis estudos independentes de imageamento do cérebro, escolhendo deliberadamente os que tinham diferentes metodologias. Em todos estes estudos, os participantes foram submetidos a vários segundos de estímulos dolorosos e inquiridos a classificar sua dor enquanto estavam dentro de um aparelho de ressonância magnética que registrava sua atividade cerebral.

A partir destes dados, os pesquisadores foram capazes de identificar marcadores comuns no cérebro que podiam prever as diferentes experiências de dor dos participantes quando o estímulo externo era pareado na intensidade, resultando num mapa detalhado de sub-regiões do cérebro positivamente correlacionadas (“pró-dor”) ou negativamente correlacionadas (“anti-dor”).

Compondo o novo modelo, os marcadores apontam diversas regiões do cérebro que não eram classicamente consideradas importantes na dor. Mas estas regiões – que incluem o córtex pré-frontal ventromedial, o nucleus accumbens e o hipocampo – estão envolvidas na avaliação que o cérebro faz do significado de eventos tanto dolorosos quanto não dolorosos. Os pesquisadores batizaram seu modelo de padrões cerebrais de Assinatura de Dor Independente da Intensidade do Estímulo-1 (SIIPS-1, na sigla em inglês), num mapeamento preliminar que esperam agora poder ser testado e refinado em futuros estudos.

- Agora temos um modelo que pode ser aplicado a outras pesquisas básicas e clínicas sobre a dor – diz Woo, que está assumindo a posição de professor-assistente na Universidade Sungkyunkwan, na Coreia do Sul. - Nós colocamos deliberadamente o número “1” no nome porque não achamos que esta é a única assinatura cerebral relacionada à dor e esperamos que mais sejam desenvolvidas.

O SIIPS1 pode, por exemplo, dar a pesquisadores uma nova compreesão sobre a dor crônica ou a hipersensibilidade à dor, potencialmente abrindo caminho para aplicações clínicas e tratamentos mais eficazes.

- Existem cada vez mais evidências de que a dor crônica frequentemente envolve alterações no cérebro identificadas em nosso modelo – acrescenta Tor Wager, professor do Departmento de Psicologia e Neurociência da Universidade do Colorado e autor sênior do estudo. - O SIIPS1 nos dá uma base para a avaliação sistemática de como estas áreas se alteram na dor crônica. Esperamos que isto melhore nosso entendimento da dor crônica e leve ao desenvolvimento de novas opções para prevenção e tratamento desta complexa doença.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Gordofobia faz tão mal à saúde quanto o excesso de peso em si

O impacto é tanto que vítimas desse tipo de preconceito estão mais propensas a doenças cardiovasculares



Acreditar nos estigmas sociais que rondam a obesidade é mesmo mais sério do que se imagina, afirma estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A conclusão é baseada no resultado dos exames de 159 adultos com excesso de peso.

Em resumo, os que manifestaram complexo de inferioridade por causa da aparência tinham um risco três vezes maior de desenvolver problemas que desregulam o metabolismo e seis vezes maior de ter altas taxas de triglicérides (placas de gordura que congestionam as artérias) no sangue. Infelizmente, esses voluntários não são minoria.

“Estamos condicionados a associar pessoas obesas à falta de amor próprio”, alerta o psicólogo Yuri Busin, diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio (CASME), em São Paulo. “Internalizar essa ideia de que estar obeso é sinônimo de ser preguiçoso, incapaz e pouco atraente abala o estado emocional, o que favorece, por exemplo, a depressão e a ansiedade”, completa.

E são justamente esses sentimentos negativos que prejudicam o organismo. “Há evidências de que o desequilíbrio de hormônios e neurotransmissores associados ao estresse pode causar inflamações, sobrecarregar o coração e disparar a fome emocional”, diz Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

Nesses casos, vale a pena dar uma chance ao divã a fim de trabalhar essas questões. Investir na prática regular de atividades físicas é outra boa alternativa. Perda de peso à parte, é cientificamente comprovado que por o corpo em movimento estimula a produção de endorfina e serotonina, substâncias ligadas às sensações de prazer e bem-estar. E estar bem consigo mesmo é o que realmente importa.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Aprenda lidar melhor com seus medos


Fobias são reações fora do controle de medo e que podem atrapalhar seu dia a dia


Você tem medo? Qual é o seu medo? Você se sente paralisado ou com vontade de fugir de algo? Até que ponto sentir medo é normal? E como você pode superá-lo?

Como diz a letra da música do Lenine:

"O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar"

Sentir medo é normal, mas nem sempre é fácil conviver com esse sentimento, principalmente se ele for intenso e paralisante. Uma fobia é um medo muito forte de algo, é um temor profundo que se repete toda vez que a pessoa tem contato real ou apenas uma ideia de contato com o objeto fóbico, sendo que, na realidade, ele não se constitui como fonte real de perigo.

É comum quem sente medo reconhecer que seu sentimento lhe parece real, mas no fundo não é. A pessoa fóbica percebe que isso é irracional e um pouco sem sentido, mas sente-se impulsionado a evitar o contato com o objeto fóbico a todo custo, pois qualquer proximidade com o que lhe causa medo gerará ansiedade e mal estar.

Quem sente medo desenvolve respostas fisiológicas diante dos pensamentos fóbicos e do contato com aquilo que lhe apavora. Os sintomas físicos mais comuns são:
- taquicardia;
- sudorese;
- tremor;
- respiração curta e até mesmo falta de ar;
- variação da pressão.

Essas respostas geram desconforto e muito mal estar, por isso é normal que o primeiro pensamento seja de fuga, criando estratégias para evitar o confronto direto com o objeto fóbico.

Há inúmeros tipos de fobias, as mais comuns são:
- medo de espaços fechados;
- alturas;
- dirigir carro na estrada;
- animais;
- falar em público; 
- sangue;
- agulhas;
- entre outros...

Para entender qual a diferença entre o medo saudável, que protege as pessoas de algum tipo de problema e risco a saúde, de um medo paralisante e irracional é a intensidade do sentimento e a resposta gerada pelo corpo. Sentir medo é normal, mas perder o controle é uma resposta acima do esperado. Portanto, é importante cuidar da saúde física e mental e consequentemente do seu equilíbrio.

O corpo e a mente estão interligados e respondem juntos aos estímulos de medo e ansiedade. É preciso integração e equilíbrio, aumentando a força interior para lidar com o que você quer superar. Com isso, fica fácil identificar quando o medo é positivo no dia a dia; é aquele que lhe protege de algo real e não do seu pensamento imaginário.

Para superar o medo você pode usar algumas estratégias de cura como aproximação gradual, hipnose, psicoterapia, etc. Em alguns casos o uso de medicamento pode ser bem vindo para amenizar os sintomas de ansiedade, principalmente quando forem muito intensos e incapacitantes. Pra aumentar sua força interior de cura e superação de medo, cuide dos seus pensamentos e dê foco a sua atenção.



Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Distração ou déficit de atenção? Entenda a diferença

O déficit de atenção ocorre, principalmente, quando a distração atrapalha o dia a dia


Sabe aquelas pessoas que vivem no mundo da lua? Parece que enquanto a cabeça está lá nas alturas, é o corpo apenas que fica circulando aqui embaixo, e nem sempre fazendo o que deve! Muitas vezes qualquer pessoa pode acabar ligando o piloto automático, e simplesmente ir executando suas tarefas sem prestar realmente atenção no que está fazendo.

Mas existe um limite entre a pura e simples distração e o déficit de atenção (TDAH). E muito se engana quem pensa que o problema tem que estar sempre associado à hiperatividade. A psiquiatra clínica Evelyn Vinocur nos ensina que o quadro pode ser dividido em três tipos: predominantemente desatento, o predominantemente hiperativo-impulsivo e o combinado (que mistura os dois outros). "Em princípio, você até pode confundir o TDAH de tipo desatento com uma simples distração natural. Mas, se conviver um tempo com a pessoa, você vai perceber que é uma qualidade diferente de distração", assinala a especialista. Como podemos diferenciar? Confira as principais diferenças entre cada um desses problemas:

1. De olho nos sintomas

O primeiro diferencial entre desatenção e déficit de atenção é a duração: "a distração comum é passageira, tem um início e um fim. Cessa quando cessa o estímulo que a causa", explica a psiquiatra clínica Evelyn Vinocur. Para o psicólogo Fernando Elias José, especialista em cognição humana, o principal sintoma é quando a falta de atenção começa a atrapalhar o dia a dia. Por exemplo, quando ela não consegue se concentrar de forma alguma em uma tarefa importante que exige atenção.

De qualquer forma, existem alguns critérios para o diagnóstico: no caso do TDAH tipo desatento, o adulto ou a criança precisam apresentar, no mínimo, seis características marcantes de falta de atenção, como dificuldade de concentração em uma aula ou palestra, problemas de memória de curto prazo e facilidade para desviar a atenção de uma tarefa. Em caso de desconfiança desse tipo de diagnóstico, vale consultar um psiquiatra ou psicólogo e fazer o teste completo.

2. Crianças merecem atenção!

Normalmente o déficit de atenção surge na infância, e dois terços delas costumam levar o problema para a idade adulta. Quanto mais cedo você descobrir o problema, melhor! Nas crianças os sintomas são um pouco diferentes do que nos adultos. "A desatenção faz com que a criança passe a não entender todo o conteúdo das aulas e que, consequentemente, perca o interesse pelos estudos e até pela escola, uma vez que ela comete muitos erros por distração, não entende direito o que é falado", explica a psiquiatra Evelyn. Quando a criança começa a apresentar esse tipo de sintoma, vale os adultos ficarem mais de olho.

Porém, como muitas vezes os pais e professores percebem o TDAH devido à hiperatividade, uma criança com o tipo desatento pode não ser diagnosticada, até porque ela pode conseguir executar suas tarefas e atividades, só precisará de mais energia para isso.

3. O que pode tirar o foco

A distração pode ser causada por diversos tipos de fatores. "Fome, problemas de difícil resolução e até mesmo um sapato apertado podem tirar sua atenção", enumera a psiquiatra Evelyn. Ter muitas coisas em mente também acaba tirando o nosso foco do aqui e agora, e isso é normal! 

Já no caso de uma pessoa diagnosticada com déficit de atenção, nem sempre a distração terá uma razão. Aliás, o que a motiva é uma questão neurológica: há uma desregulação na operação das regiões pré-frontal, fronto-estriatal, límbica e cerebelar, que são as áreas cerebrais responsáveis pela atenção e pelos impulsos, como nos ensina a especialista. Por isso, elas só respondem a tarefas com alto grau de motivação que ativam as áreas de prazer do cérebro.

4. O que causa o problema?

No caso da TDAH, investiga-se ainda o que possa motivar o aparecimento do problema. Algumas evidências mostram que isso pode ser genético, como aponta a psiquiatra Evelyn. "Não raro, um dos pais e/ou outros membros da família são diagnosticados como portadores de TDAH durante a consulta da criança", explica a especialista.

Já a distração em si é causada por uma questão de automatismo. "Algumas atividades acabam ficando fixadas em nossa mente pela repetição, é o que chamamos de memória implícita", explica o psicólogo Fernando Elias José, especialista em cognição humana. Por isso mesmo, ao fazer essas tarefas, como dirigir, nós não precisamos prestar 100% de atenção. E às vezes acabamos prestando nenhuma mesmo!

5. Diferentes graus de prejuízo

Pessoas com déficit de atenção normalmente tem o cotidiano afetado pelo problema - tanto que esse é um dos critérios de diagnóstico! "O TDAH é uma disfunção executiva, o que traz inúmeros prejuízos na vida da pessoa. No caso da criança, é comum que ela tenha dificuldade de manter atenção e seguir instruções, pareça não escutar e seja desorganizada. Já o adulto erra por descuido, esquece e perde as coisas e tem dificuldade de completar tarefas", enumera a psiquiatra Evelyn.

O distraído também precisa tomar cuidados! Se a pessoa não presta atenção ao trânsito, por exemplo, já que dirigir é um dos atos de memória implícita, ações causadoras de acidentes podem acontecer, como passar um sinal vermelho ou não perceber uma ultrapassagem. Muitas vezes uma mudança na rotina pode ser esquecida. Isso que acaba sendo a causa de pais esquecerem as crianças no carro, por exemplo.

6. Formas diferentes de resolver

Para um desatento comum, a melhor forma de desligar o piloto automático é o óbvio: prestar mais atenção! Quando a falta de foco está atrapalhando o dia a dia, sair das situações de conforto é a melhor saída, explica o psicólogo Elias José. Se seu carro já o leva automaticamente ao trabalho, por exemplo, por que não mudar um pouco o caminho? A auto-observação é a melhor forma de fazer isso! Mas mexer o corpo também é útil. "Já existem comprovações de que exercícios físicos podem ajudar na memorização e atenção", conta o especialista.

No caso de quem tem déficit de atenção, esse tipo de técnica pode ajudar, mas sempre será preciso aliá-la com outros métodos. A medicação é a mesma para qualquer tipo de TDAH. "Os psicoestimulantes são bastante eficazes para os sintomas de hiperatividade e impulsividade (em torno de 70-80%) e tem em torno de 50% de eficácia para a desatenção tanto nas crianças como nos adultos", relaciona a psiquiatra Evelyn.

7. Mais de uma saída

O acompanhamento do transtorno de déficit de atenção normalmente é multidisciplinar e vai além da medicação. "Muitos pacientes usam a psicoterapia focada e direcionada. No caso a terapia cognitiva-comportamental é o que costuma dar mais resultado nos pacientes", conta o psicólogo Elias José. Técnicas como coaching para TDAH também são alternativas.

O neurofeedback também pode ajudar. O tratamento consiste em ensinar a pessoa a controlar alguns estímulos de seu corpo, através de um gráfico com linhas que mudam de posição conforme o estímulo correto ou errado, ou com a interface de jogo. "A pessoa com TDAH tem uma alteração sinal eletroencefalográfico, que é captada pelo nosso aparelho. Usamos então um jogo, que tenha uma figura se mexendo. A figura só se moverá da forma correta quando a pessoa controlar esse sinal" explica Jerri Godoy, fisioterapeuta sênior do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein.


Fonte: Minha Vida