terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Felicidade: adote atitudes que elevam esse sentimento


Qual a relação entre dinheiro e felicidade? Contrariando a ideia de que quanto mais, melhor, uma nova pesquisa feita pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, descobriu que não precisa ter uma carteira farta para ser feliz, mas de uma condição financeira estável envolvendo em torno de R$ 6.800. A explicação é simples: de acordo com os pesquisadores, uma renda muito pequena evidencia problemas emocionais associados a aborrecimentos, como doenças, solidão e divórcio. 

Estado de contentamento, alegria, euforia e de satisfação íntima... isso tudo caracteriza o sentimento de felicidade. Para alcançá-la, de acordo com a explicação da pesquisa norte-americana, você teria que desembolsar cerca de R$ 81.600 todo ano, o que, no fim das contas, não sai nada barato. Mas, saiba que com algumas atitudes simples você consegue ficar mais próximo desse sentimento que faz tão bem e o melhor é que você não precisa gastar um centavo. Confira sete pequenos hábitos que você pode começar a fazer agora.

1.Aproxime-se de quem você gosta

Você é o principal responsável pela sua felicidade, porém, as pessoas que estão a sua volta te fazem rir, te dão apoio, carinho e, por isso, ajudam e muito o nosso dia a dia a ser mais colorido. E não é só isso. "Nossos amigos agem como uma rede de sustentação que alivia as nossas quedas. A eles pedimos e damos conselhos, quando não sabemos o que fazer. Pedimos e damos colo e ombro para chorar. Essas experiências são valiosíssimas porque fazem com que nossa dor seja validada", explica a psicóloga Cecilia Zylberstajn. Por isso, não se esqueça nunca: nenhum homem é uma ilha. Procure manter seus amigos e sua família sempre por perto.

2.Participe de uma causa

De acordo com a pesquisa americana, o fator campeão de bem-estar é a religião, pois quem vai a igreja faz amigos por lá e compartilham de uma crença e objetivos comuns. Mais do que ser religioso, é importante ter uma causa, um motivo pelo qual você lute e acredite. A troca de informação e a convivência com outras pessoas que partilhem de opiniões parecidas e defendem causas semelhantes tem um impacto positivo e se torna mais um caminho para a felicidade.

3. Cuide da sua saúde

Comer melhor, dormir bem, movimentar o corpo, afastar o estresse, tudo isso são hábitos que favorecem a longevidade. Basta vontade de mudar. Para o cardiologista Bruno Ganem, hábitos saudáveis são capazes de melhorar a qualidade de vida e muito mais: fazem com que a pessoa fique otimista diante da vida. 

Os bons hábitos alimentares também promovem uma onda de bem-estar e boa saúde. A nutricionista Lucyanna Kalluf explica: "Sem uma alimentação equilibrada o organismo fica suscetível a males como depressão, irritabilidade, insônia, ansiedade e mau humor. Além do risco da obesidade e doenças cardiovasculares", diz a especialista. Tudo isso é impeditivo para o estado de felicidade. 

4. Não assuma tudo sozinho

Carregar o mundo nas costas traz dor, cansaço, desgaste e só. Quem tem o hábito de fazer isso precisa ficar atento e procurar alternativas para dividir as tarefas com as pessoas que querem e podem te ajudar. De nada adianta fazer tudo sozinho e ficar sem tempo para você mesmo. Divida seus problemas e funções, peça e aceite ajuda, trabalhe com prioridades. "Diante das situações, avalie e escolha sempre as melhores alternativas, aquelas que mais te interessam e são emergenciais. Deixe o que é menos importante para depois, lembre-se sempre que somos humanos e, portanto, limitados. Não conseguimos fazer tudo sempre", afirma a psicóloga Mariuza Pregnolato, da Universidade de São Paulo.

5. Aprenda a achar soluções

O estresse vem quando estamos com o corpo e a mente sobrecarregados. Ele traz pensamentos negativos que, em menor ou maior medida, afetam o jeito como encaramos a vida. Ninguém é feliz 100% do tempo, os problemas sempre surgem e, em certa medida, são bons para "pregar os pés no chão". Porém, o segredo é encará-los de frente, não deixando que eles causem desgastes. "Não gaste o seu tempo e a sua mente preocupando-se com os problemas. Em vez disso, ocupe-se trabalhando neles para resolvê-los e use sua mente com pensamentos positivos e um sorriso no rosto", indica a psicóloga Mariuza Pregnolato.

6. Cobre menos de si mesmo

Gostar de si mesmo é essencial para o bem-estar. "Para que estejamos bem, é necessário que estejamos sintonizados com nós mesmos. Na prática, isso significa relativizar a importância de tudo que nos atinge de fora para dentro", diz a psicóloga da USP, que completa: "É preciso aprender a ficar, dentro do possível, imune aos golpes que a vida nos desfere vez por outra. Para isso, precisamos aprender a cultivar e a expressar nosso próprio modo de ser e apreciar a vida sendo do jeito que somos, sem procurar agradar a todos, até porque isso é impossível."

7. Viva o presente

Muita gente se envolve em planos para o futuro de tal forma que acaba vendo a vida passar rapidamente. Esse tipo de atitude adia a felicidade e para que? "Muitas vezes nos frustramos por passar muito tempo programando um futuro que não acontece exatamente do jeito que sonhamos. As pessoas mais felizes aprenderam a moldar seus sonhos, a viver no presente. São as que entenderam que o futuro é a ressonância do hoje", defende a neurologista Claudia Klein. Lembre-se que a felicidade não é um estado permanente, que se atinge e lá se fica. Ela vem e volta, e é normal que isso aconteça. O principal é fazer com que mais momentos felizes entrem em nossa vida. E saber lidar com os altos e baixos.

Os campeões da infelicidade

Os pesquisadores da Universidade de Princeton ouviram 450 mil americanos para o estudo sobre a felicidade. A pesquisa trouxe também resultados sobre os fatores que, não só afetam os momentos felizes, mas trazem justamente o contrário: infelicidade. Para os norte-americanos, são eles: 

1º Solidão 

2º Dores de cabeça 

3º Problemas crônicos de saúde 

4º Vício em cigarro 

5º Ter que sustentar alguém da família 

6º Obesidade 

7º Divórcio

Fonte: MINHAVIDA

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Afaste oito erros que impedem o seu relaxamento

As opções que você busca podem aumentar o seu estresse em vez de trazer tranquilidade


O estresse enfraquece a imunidade, acaba com o humor, perturba o sono e pode até favorecer doenças e distúrbios alimentares. Motivos não faltam para se livrar desse mal, mas de nada adianta investir em todas as alternativas para combatê-lo sem saber direito como usá-las. A massagem ou a academia que você reservou no final do dia para fugir das tensões, por exemplo, pode ser mais um empurrãozinho para a crise de estresse estourar. Sabe por quê? Confira o que psicólogos e estudos mostram e descubra.
Frequentar academia no fim do dia
É verdade que a prática de exercícios físicos libera hormônios que proporcionam o bem-estar, mas o final da tarde e a noite costumam ser os horários mais lotados da academia. Com tanto barulho e movimentação, talvez o seu corpo e a sua mente não consigam descarregar toda a tensão acumulada. O mesmo vale para outras atividades de lazer que costumam ser bem tumultuadas, como fazer compras em dias de comércio lotado. 
Segundo a psicóloga Milene Rosenthal, sócia-fundadora do Psicolink, reservar um momento do dia para ficar em um ambiente mais tranquilo faz muita diferença: "Quando não existem estímulos externos para manter a atenção em alerta, as atividades cerebrais tendem a diminuir, fazendo com que o cérebro fique mais descansado e relaxado".

Marcar massagem em um dia de agenda lotada

Você está cheio de compromissos, mas sustenta a ideia de que precisa ter um momento de lazer e relaxamento no dia. De fato você precisa, mas não dá para apertar ainda mais a agenda para encaixar uma massagem se o saldo final será um estresse enorme para correr e conseguir fazer com que tudo dê tempo. "O cérebro entende o excesso de atividades como uma ameaça e libera hormônios do estresse", conta a psicóloga Milene. Manter uma rotina dessa forma pode acabar favorecendo o aumento da pressão arterial e a diminuição da capacidade de aprendizado, entre outros problemas.

Checar e-mail pessoal toda hora durante o trabalho

Parece que fazer algumas pausas durante o dia para olhar redes sociais e email pessoal é uma ótima forma de se abstrair do estresse no ambiente de trabalho. Mas você já parou para pensar com que frequência está fazendo isso? A cada parada, o seu cérebro não relaxa, pois precisa retomar o raciocínio e a concentração para você voltar à atividade profissional. As tarefas podem ficar cada vez mais acumuladas, sem contar que você não descansa o corpo, o mantido o tempo todo na frente do computador, na mesma posição. 

"Quando o trabalho flui, evitamos o estresse, economizamos tempo e poupamos a nossa mente de preocupações desnecessárias", explica a psicóloga Glauca Lage, de Belo Horizonte. Por isso, é melhor organizar uma agenda de tarefas e controlar as escapadinhas para e-mails e redes. Na hora em que se sentir muito estressado, procure dar uma volta, fazer um lanche e alongar o corpo.

Ficar grudado no celular

Aparelhos telefônicos com internet permitem que as pessoas se distraiam a qualquer hora e fiquem o tempo todo ligados a pessoas queridas, mas eles não podem virar um vício. Um estudo da University of Gothenburg, na Suécia, analisou 4.100 pessoas durante um ano e identificou uma relação entre o uso de internet com problemas de saúde, como estresse, depressão e dificuldade para dormir. Segundo os pesquisadores, é muito fácil ficar mais tempo do que o planejado navegando, aumentando a pressão para conseguir cumprir as atividades e compromissos do dia.

Manter vários contatos no Facebook

Um recente estudo traz mais um gatilho para o estresse relacionado à internet: ter muitos amigos no Facebook. Aparentemente parece ser bom porque você tem muitos contatos para se relacionar, certo? Por outro lado, pesquisadores da Edinburgh Business School (Reino Unido) apontam que é mais provável que algo que você diga ou faça na rede social ofenda alguém ou prejudique a sua reputação. O estudo avaliou 300 usuários do Facebook e revelou que adicionar empregadores, pais e ex-namorados, por exemplo, resulta em um aumento da ansiedade. Afinal, é preciso filtrar tudo o que você vai publicar. O comportamento que você tem na frente dos seus pais nem sempre é o mesmo que tem na frente dos amigos, por exemplo.

Encher o fim de semana de compromissos

Quem marca mais compromissos de lazer no fim de semana do que é capaz de cumprir corre grandes riscos de chegar ao final do domingo esgotado e com a sensação de que não relaxou. "O período de folga fica corrido e, de novo, o estresse acaba preenchendo um espaço que deveria ser voltado ao estímulo do bem-estar, da tranquilidade e da paz interior", afirma Milene Rosenthal. Faça uma parada para recompor as energias perdidas durante a semana e iniciar a segunda-feira com pique.

Fugir de problemas

Dar as costas para o mundo toda vez que você quer relaxar não é exatamente a forma mais adequada de afugentar o estresse. Cedo ou tarde será preciso lidar com os empecilhos que você está ignorando. "Além disso, muitos problemas que não são resolvidos logo de início podem piorar e se tornar mais complexos, aumentando a preocupação constante e o estresse", lembra a psicóloga Milene. A alternativa para isso? Separar dois momentos na sua rotina: um exclusivo para enfrentar essas pendências e outro para relaxar.

Beber muito líquido à base de cafeína para ter mais disposição

Você quer ter pique até o último momento do dia e investe em café, guaraná e outras bebidas para conseguir se manter na ativa. Na hora de se deitar, o tão esperado sono não chega e nada de você relaxar. Isso soa familiar? "Existem inúmeras pesquisas que comprovam que a cafeína é um estimulante para o organismo e traz dificuldade para dormir", comenta Milene Rosenthal. 

Horas antes de se deitar, pare com essas bebidas e adote as sugestões da psicóloga Andreia Calçada, do Rio de Janeiro: tome um banho quente e relaxante, prefira programas mais tranquilos de televisão, alimente-se de forma leve e faça exercícios de respiração e relaxamento.

Fonte: MINHAVIDA

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Como a terapia funciona?


Muitas pessoas que procuram pela primeira vez uma psicoterapia não sabem exatamente o que ela é, como ela funciona e o que pode se esperar desse processo. Algumas vezes, as pessoas procuram terapia por recomendação de outro profissional de saúde, como um médico, sem saber exatamente como o trabalho com um terapeuta pode ajudá-las.
Como a psicologia é um campo muito amplo, pode haver diversas formas de realizar uma psicoterapia, de acordo com abordagem teórica do profissional. Além disso, mesmo dentro de uma linha de pensamento, cada terapeuta tem a sua forma de trabalhar, o seu estilo de atender. Alguns aspectos da atuação do psicólogo são regidos pelo Código de Ética Profissional e devem ser respeitados independentemente da forma de trabalho do terapeuta. Tirando esses aspectos, é impossível dizer como funcionam todas as psicoterapias disponíveis no mercado, de forma que vou usar como base a forma como desenvolvo o trabalho na clínica em que atendo, o Núcleo Interface de Psicologia.

1. O profissional

A psicoterapia é realizada mais frequentemente por psicólogos e psiquiatras. Um psicólogo é um profissional que fez um curso de graduação em psicologia, que dura cinco anos. Já um psiquiatra é um médico que se especializou em psiquiatria. Apenas os psiquiatras podem prescrever medicações. É muito comum o trabalho conjunto entre psicólogos e psiquiatras, em que a pessoa atendida faz terapia com o psicólogo e acompanhamento da parte medicamentosa e física com o psiquiatra. Como comentei anteriormente, cada profissional tem uma linha de trabalho. Essa linha de trabalho contém os instrumentos que o psicólogo utilizará para avaliar e tratar seu paciente. Eu atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Ambas têm um respaldo científico significativo em relação à sua eficácia e seriedade.

2. O sigilo

Um dos aspectos fundamentais da psicoterapia é o sigilo, garantido pelo Código de Ética Profissional. Isso significa que o psicólogo não pode falar com outras pessoas aquilo que é discutido em sessão, de forma que você possa falar abertamente sobre seus problemas sem receio de que eles sejam conhecidos por outros. Eventualmente, o psicólogo pode discutir o seu caso com um supervisor, colegas ou outros profissionais, mas, quando o faz, deve falar apenas o necessário, sem identificar a pessoa atendida.

3. O espaço

A sala de um psicólogo é parecida com a sala de estar de uma casa. Geralmente existem pelo menos duas poltronas, uma para o terapeuta e outra para a pessoa atendida. Alguns terapeutas utilizam divãs, que é uma espécie de poltrona comprida em que você pode se deitar. Psicólogos que atendem crianças podem ter uma área para jogos, brincadeiras e atividades lúdicas. O ideal é que seja um espaço silencioso, confortável e seguro. Na minha sala, há uma poltrona, um sofá de dois lugares, uma estante com livros, um armário, uma mesinha de canto e plantas.

4. O valor

Os psicólogos geralmente cobram por consulta, ou sessão. É comum que, quando a pessoa está em tratamento e faz várias sessões por mês, cobre-se um “pacote”, ou valor fixo mensal. O valor é algo estabelecido de forma bastante pessoal, geralmente variando de acordo com a qualificação e experiência do terapeuta, a localização e as condições do consultório, o tipo de público que o profissional atende, entre outros aspectos. O Código de Ética Profissional proíbe o psicólogo de usar o preço da sessão como chamariz para atrair clientes.

5. A avaliação ou diagnóstico

A primeira coisa que o terapeuta faz quando tem o primeiro contato com a pessoa atendida é a avaliação, ou o diagnóstico psicológico. Nesse processo, fala-se sobre os motivos pelos quais a pessoa procurou atendimento, tentativas de resolução do problema, história de vida e as expectativas em relação à terapia. A avaliação pode durar uma ou mais sessões. No meu caso, a avaliação é um processo constante: estou frequentemente discutindo com as pessoas que atendo o seu estado atual, a fim de verificar se a terapia está funcionando, se as dificuldades estão melhorando e se o rumo do trabalho deve permanecer o mesmo.

6. A sessão

Depois de feita a avaliação, costumo discutir com a pessoa atendida os objetivos da terapia, bem como a frequência das sessões. Sessão é o termo que se utiliza para denominar uma consulta psicológica. Ela geralmente dura cerca de 50 minutos. Eu costumo fazer, com as pessoas que atendo, uma sessão por semana. Em momentos de crise ou em situações mais graves, posso atender uma mesma pessoa duas vezes por semana. Por outro lado, quando a pessoa está finalizando o processo de terapia, é comum que, antes do término, sejam feitas sessões mais espaçadas, como por exemplo a cada duas semanas.

7. O tratamento

Ao longo das sessões, o terapeuta realiza o tratamento propriamente dito. É aqui que as psicoterapias se diferenciam bastante. Cada abordagem emprega diferentes técnicas ou métodos para favorecer a mudança por parte do cliente, a fim de que ele atinja os objetivos da terapia. O método também varia de acordo com o quadro da pessoa que é atendida. De forma geral, a minha forma e trabalho é compreender como a pessoa percebe o mundo e consequentemente, como ela age. Tento entender, a partir da sua história de vida, quais os motivos pelos quais ela tem uma determinada forma de enxergar as coisas e de se comportar. Com essa análise, é possível pensar em maneiras alternativas de encarar as situações e de agir, sempre na direção daquilo que ela espera ou deseja para sua vida. Costumo trabalhar bastante com atividades que a pessoa atendida pode desenvolver fora da sessão, no seu dia a dia, pois acredito que elas são determinantes para promover as mudanças. Obviamente, essa é uma explicação muito resumida; o processo real é bem mais complexo do que isso.

8. A duração

Algumas formas de terapia mais estruturadas têm uma duração pré-determinada, como oito ou doze semanas. Contudo, a maior parte dos terapeutas — eu inclusive — prefere não trabalhar com um prazo fixo. Primeiro, porque é difícil prever como a pessoa atendida reagirá ao tratamento; muito do sucesso da terapia depende dela mesma. Segundo, porque o foco do tratamento pode mudar ao longo do processo, e isso pode alterar o tempo necessário para se atingirem os objetivos desejados.

9. A finalização

Quando a terapia atinge seus objetivos, ela pode ser finalizada. Isso deve ser discutido entre o terapeuta e a pessoa atendida, para que seja feito de uma forma confortável para o cliente. Eu tenho como hábito deixar isso bastante claro, sinalizando para a pessoa que a terapia pode ser encerrada: “minha opinião é de que você está bem em relação aos motivos que a trouxeram para a terapia. Acredito que você pode lidar com eles sem acompanhamento terapêutico daqui para a frente.” Muitas pessoas expressam o desejo em continuar o processo terapêutico com outros objetivos, como o de autoconhecimento. Isso pode ser feito, mas para mim é como se uma nova terapia estivesse começando, com uma nova avaliação e novos objetivos, que estabeleço junto com a pessoa que atendo.
Esse é um resumo que busca esclarecer um pouco as dúvidas mais comuns sobre como funciona a psicoterapia. Mais uma vez, existem diversas formas de trabalho, variando de abordagem para abordagem e profissional para profissional. É sempre importante procurar por um psicólogo com quem você se sinta à vontade e que seja competente na resolução dos seus problemas. De forma geral, a terapia é uma experiência bastante positiva para as pessoas, mesmo quando há um certo preconceito contra ela. Se você acredita que pode se beneficiar de apoio psicológico para encaminhar sua vida de uma maneira melhor, vale a pena experimentar.
Fonte: VIDABOA

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Como identificar um comportamento suicida

Um comportamento suicida envolve as ações suicidas sem intenção de serem fatais, as tentativas de suicídio que também não são bem sucedidas e o suicídio consumado.
Alguns comportamentos que podem indicar uma possível tentativa de suicídio podem ser:
  • Dizer frequentemente que vai se matar;
  • Fazer um testamento;
  • Começar a tratar de assuntos pendentes de repente;
  • Ir visitar amigos ou familiares que já não via há muito tempo;
  • Comprar uma arma, mangueira, corda ou comprimidos, por exemplo;
  • Escrever uma nota de suicídio;
  • Ficar muito triste ou muito contente de repente;
  • Perda de interesse em atividades que gostava.

Outros sintomas que também podem indicar que o indivíduo tenciona se suicidar são o desânimo, a baixa auto-estima, os distúrbios do sono e do apetite, o abuso moderado de álcool, a insônia, a incapacidade de concentração, a desesperança e os pensamentos persistentes sobre a possibilidade de algo ruim acontecer.
Geralmente, os indivíduos que desejam se suicidar sofrem de depressão ou ansiedade grave e não costumam dizer que o planejam fazer, principalmente ao psicólogo, se estiverem a ter consultas, mas quando o fazem, normalmente contam a um amigo próximo ou membro da família. O medo e a insegurança também podem levar a um transtorno chamado Síndrome de Boderline.
O que fazer para prevenir uma tentativa de suicídio
As tentativas de suicídio são, na maioria das vezes, impulsivas, por isso, para prevenir uma tentativa de suicídio deve-se retirar todo o material que possa ser utilizado para o indivíduo se suicidar, como armas, comprimidos ou facas, dos locais onde ele passa muito tempo. Isto evita que o indivíduo sinta impulsividade para se ferir, fazendo com que tenha mais tempo para pensar numa solução menos agressiva para os seus problemas.
Fonte: TUASAUDE

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Saiba como a psicologia pode melhorar o desempenho escolar do seu filho

Cada vez mais, as escolas utilizam a psicologia para atender alunos e prepará-los para o desafio da vida escolar.
A psicologia é importante para acolher e integrar estudantes de qualquer momento da vida escolar. Psicólogos podem conduzir atividades para despertar o senso de pertencimento dos novos alunos ao novo ambiente: quem está iniciando a vida escolar, vindo de outra escola e/ou é recém-chegado na cidade, principalmente. A adaptação é realizada em grupo, incentivando a troca de experiências e informações entre os estudantes, o que facilita o processo.
 Orientação para os estudos
Ações planejadas por psicólogos estimulam o desenvolvimento de hábitos saudáveis de estudos, planejamento e organização, além de avaliar o rendimento escolar, em conjunto com coordenadores pedagógicos, tutores e professores. Também é uma preparação extra para os vestibulares, utilizando provas de anos anteriores.
Informação e orientação profissional
É uma atividade em grupo onde os alunos aprimoram o autoconhecimento, informam-se e tiram dúvidas sobre profissões, tendo mais subsídios para escolher sua futura carreira. No Colégio Energia, esta ação também oferece a oportunidade de visitar universidades e participar da Semana das Profissões - evento anual com palestras sobre cursos e profissões. 
 Apoio ao vestibulando
Os psicólogos podem oferecer suporte aos alunos do pré-vestibular, desenvolvendo estratégias para lidar com questões como ansiedade, estresse e desmotivação. Também podem auxiliar na organização dos estudos, do planejamento diário ao período de provas.
Fonte: NDONLINE

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Psicologia tenta explicar o amor que se transforma em vício e obsessão


Há tempos existe a tentativa de desvendar cientificamente o amor e o que faz dele algo tão intenso. 

Em um dia, ele pode parecer a solução de todos os seus problemas. No outro, pode devastar sua auto estima, carreira e todos outros aspectos que esse sentimento alcança dentro de alguém. 

Neste processo, identifica-se a paixão, que pode virar um caso clínico que requer tratamento e reconhecimento.

A origem latina da palavra "paixão" já é assustadora por si só, já que é uma flexão do verbo "sofrer" na língua original. 

Na década de 70, constatou-se que esse sentimento poderia se tratar de uma grave obsessão. Dorothy Tennov, uma estudiosa do tema, dedicou-se à uma pesquisa feita com 500 apaixonados e entendeu que esse sentimento é um sério problema emocional - chamado de "limerence", em inglês. 

No entanto, o esforço de Tennov não teve reconhecimento pela comunidade científica naquela época e até hoje, a chamada "paixonite crônica" não é aceita como sendo um distúrbio mental pela neurociência e a psicologia. 

Com o passar do tempo, descobriu-se que a paixão atua nos sistemas de recompensa no cérebro, aumentando os níveis de dopamina - o hormônio da euforia - e passa a atuar como se fosse uma droga. 

Como todo entorpecente, essa sensação causa dependência e leva o apaixonado à extremos em busca de realizar o desejo de estar próximo à pessoa amada. 

Porém, a droga, quando tem seu uso interrompido subitamente, apresenta sintomas de abstinência e o viciado tem severa dificuldade para se recuperar. Com a paixão é a mesma coisa. 

Quando existe essa paixão em um relacionamento que, de repente, é terminado, o problema pode começar. É quando o apaixonado se vê desesperado, pois o efeito viciante da paixão não acontecerá mais. 

A recuperação também é difícil, e em alguns casos, ajuda médica e psicológica pode ser uma boa saída. A pessoa abandonada sente uma necessidade irresistível de estar perto de sua paixão, desenvolvendo uma perigosa obsessão. O viciado acaba passando 95% do seu tempo diário com os pensamentos sendo ocupados pelo ser amado. 

Nesse sentido, o sofrimento de quem desfruta desse vício da paixão e o mecanismo cerebral de recompensa precisam ser combinados para que uma explicação plausível de todo esse processo seja dada, para que assim, os apaixonados possam buscar a ajuda que precisam. 

Fonte: BONDE

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Os Benefícios da Terapia Psicológica

A terapia psicológica ou psicoterapia consiste em uma série de técnicas para o tratamento da saúde mental, emocional e algumas doenças psiquiátricas. A psicoterapia ajuda o paciente a compreender o que deixa feliz ou ansioso, bem como o auxilia a aceitar os seus pontos fortes e fracos.
Na terapia psicológica as pessoas podem identificar seus sentimentos e modos de pensar para que consigam lidar melhor com eles em situações difíceis. Simplesmente, a psicoterapia visa aliviar o sofrimento psicológico através da fala do paciente com seu psicoterapeuta, ao invés de ingerir somente medicamentos.
Como Funciona a Terapia Psicológica?
A terapia psicológica ou psicoterapia é comumente usada para ajudar a resolver problemas psicológicos que se acumularam ao longo dos anos do indivíduo. Ela só funciona se uma relação de confiança for construída entre o paciente e o psicoterapeuta.
O tratamento pode continuar por vários meses e até mesmo anos. A psicoterapia pode ser praticada somente com um paciente, em pares, e até mesmo em grupos. Geralmente, as sessões ocorrem uma vez por semana, de acordo com a necessidade da pessoa, e dura cerca de 50 a 60 min.
Tipos de Psicoterapia
Algumas pessoas acreditam que a psicoterapia é baseada somente em falar com o psicoterapeuta ou grupo de pessoas com problemas semelhantes. Existem formas de psicoterapia que também utilizam outras formas de comunicação, incluindo a escrita, arte, teatro, história narrativa ou música.
As sessões terapêuticas acontecem dentro de um encontro estruturado entre um psicoterapeuta qualificado e um paciente ou um grupo. A base teórica da psicoterapia começou no século XIX com a psicanálise, e desenvolveu-se significativamente desde então.
Formas de Atuação do Psicoterapeuta
Um psicoterapeuta pode ser um terapeuta de casal, e da família, ou somente atender somente um individuo, e pode atender crianças, jovens ou adultos, conforme sua especialização. Um terapeuta psicanalista pode ser graduado em psicologia ou psiquiatria.
Um dos principais problemas da psicoterapia, de acordo com especialistas, é que o cliente deixa de vir às sessões. Estudos científicos revelam que quando os pacientes fazem psicoterapia para problemas relacionados à depressão muitos deles acabam desistindo, se não houver a interação com os medicamentos antidepressivos.
Os psicólogos geralmente tentam reduzir angústia do indivíduo como resultado de problemas de relacionamento humano, e não como resultado de um distúrbio particular. Um psicólogo especializado em psicoterapia, geralmente considera o contexto mais amplo das relações dentro de uma família ou no trabalho.
Os psiquiatras tendem a ter uma abordagem mais voltada para a saúde mental e estão mais inclinados a prescrever medicamentos para aliviar o problema apresentado pelo paciente. Esta é uma diferença entre a abordagem geral de um psicólogo e de um psiquiatra, no entanto, há muitos psiquiatras que também utilizam a psicoterapia.
Muitos psicólogos comentam que as abordagens médicas costumam ver angústia como um sintoma de uma doença da mesma forma que eles veem um sinal ou sintoma de problemas físicos, doenças e condições. Portanto, um psiquiatra ou talvez um neurologista irá vincular um diagnóstico de, por exemplo, o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), depressão, com a prescrição de medicamentos específicos, bem como possíveis intervenções psicológicas.
Muitos estudos têm demonstrado que os tratamentos mais eficazes para doenças mentais e distúrbios psicológicos, especialmente a depressão, envolvem uma combinação de ambos os medicamentos e psicoterapia. Estas pesquisas demonstraram que uma combinação de psicoterapia e medicamentos antidepressivos parece ser o tratamento mais eficaz para indivíduos portadores de depressão.
O Que a Psicoterapia Trata?
A psicoterapia pode ser utilizada para o tratamento de vários problemas diferentes. Alguns sozinhos, e outros em combinação com alguns medicamentos. Os mais comuns são: depressão; ansiedade; distúrbio pós-traumático; baixa autoestima; transtorno de ansiedade, incluindo fobias;
crises emocionais; problemas conjugais; conflitos familiares; transtorno obsessivo-compulsivo; transtornos de personalidade; alcoolismo; vício em drogas; problemas decorrentes do abuso de crianças; problemas comportamentais; transtorno bipolar (em combinação com drogas); esquizofrenia (em combinação com drogas).
Quais São os Benefícios da Psicoterapia?
Segundo especialistas, o mais importante na psicoterapia é o sucesso do cliente, e não o do terapeuta. Participar de uma psicoterapia oferece uma série de benefícios para o paciente. Geralmente é útil ter alguém que realmente o compreenda.
A terapia pode dar ao indivíduo uma nova perspectiva sobre um problema difícil e direcioná-lo para uma solução. A maioria dos pacientes vai dizer que os benefícios da psicoterapia incluem:
– Ser capaz de compreender melhor a si mesmo e seus objetivos pessoais e os valores;
– Desenvolver habilidades cujo objetivo é melhorar os relacionamentos interpessoais;
– A psicoterapia pode auxiliar o paciente a superar alguns problemas, como um transtorno alimentar, depressão ou ansiedade;
– A obtenção de uma solução para os problemas e preocupações é que fazem o paciente solicitar uma psicoterapia.
Quais São As Desvantagens de Psicoterapia?
– Alguns clientes podem achar que os resultados do tratamento estão provocando mudanças emocionais e de comportamento que não esperavam, ou não queriam.
-Algumas pessoas não gostam de ter que reviver os eventos desagradáveis de suas vidas (nem todas as técnicas de psicoterapia pedem ao paciente para fazer isso).
Alguns Tipos de Psicoterapias
Terapia Comportamental
Este tipo de terapia se concentra em ajudar o cliente a compreender como mudar a sua / seu comportamento pode levar a mudanças na forma como eles estão se sentindo. Simplificando, a terapia de comportamento visa substituir respostas comportamentais indesejáveis pelas desejáveis.
Terapia Cognitiva
Simplificando, a terapia cognitiva é a forma como o indivíduo pensa o mundo, afeta o modo como ele se sente emocionalmente. O foco da terapia cognitiva é em nosso atual pensamento, comportamento e comunicação, em vez de olhar para o passado.
Terapia Familiar
Simplificando, a terapia familiar identifica padrões familiares que contribuem para a desordem de comportamento ou doença mental, ajudando os membros da família a romper com velhos hábitos e padrões.
Terapia Interpessoal
Em termos mais simples, a psicoterapia interpessoal enfoca o relacionamento do cliente com os familiares e colegas, da forma como o cliente vê a si mesmo / mesma. Ela explora questões de relacionamento com outras pessoas. O objetivo é ajudar o paciente a identificar e modificar problemas interpessoais, e entendê-los para gerenciar problemas de relacionamento.
Terapia de Grupo
Na terapia de grupo há geralmente entre 6 a 12 pessoas e um psicoterapeuta em uma sessão. Todos os clientes têm problemas relacionados. Os indivíduos se beneficiam do terapeuta, e também observando como outros pacientes sofrem e respondem aos comentários feitos com os problemas relatados no grupo. Receber feedback de outras pessoas com problemas relacionados com os seus dá uma perspectiva diferente ao paciente, e é frequentemente útil no desencadeamento de melhoria e mudança pessoal.
Fonte: SAUDE